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26.10.04

Medicina Nuclear dá mais um
passo no tratamento do câncer de pele

 

Referência na detecção precoce, prevenção e tratamento do câncer, o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) mostra mais uma opção do tratamento da doença. O setor de Medicina Nuclear do hospital publica estudo em que confirma que uma substância radioativa — chamada fitato marcado com tecnécio — pode ser usada, em doses mínimas, em exames para localização do linfonodo sentinela nos casos de câncer de pele melanoma. O linfonodo sentinela é o primeiro gânglio a receber as células do tumor e as espalhar pelo corpo (metástase).

Segundo a chefe do setor no IBCC, Márcia Garrido Tavares, a retirada deste gânglio permite avaliar o estágio da doença e a programação de um tratamento mais eficiente.
Há pouco mais de uma década, os oncologistas no Brasil puderam passar a contar com mais essa arma contra a metástase de um câncer e sua possível cura. Uma equipe multidisciplinar aplica uma injeção subcutânea de fitato próximo ao tumor do paciente em estágio inicial para detectar onde está o linfonodo sentinela. A partir daí, durante a cirurgia de extração do tumor um aparelho portátil (gamma-probe) auxilia o médico a detectar o linfonodo, completando o tratamento local.

O setor de Medicina Nuclear do IBCC foi pioneiro na utilização do fitato na pesquisa de lifonodo sentinela e aproximadamente 520 pacientes portadores de diversos tipos de tumores como os de mama e vulva já se beneficiaram dessa técnica. Atualmente essa tem sido uma das substâncias mais utilizadas no Brasil para esse fim.

No caso do melanoma, o IBCC pesquisou, de 1998 a 2003, em mais de 130 pacientes a utilização do fitato para localizar o linfonodo sentinela. Com a comprovação da eficácia de seu uso, a substância, produzida no Brasil, pode ser usada com sucesso.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o melanoma representa apenas 4% dos tipos de câncer de pele, mas é o mais grave na especialidade, em razão da sua alta probabilidade de metástase. No Brasil o câncer de pele tipo melanoma atinge mais de quatro mil pessoas a cada ano, das quais mais de 1.100 acabam em óbito, segundo estimativas do Inca em 2003. O câncer de pele melanoma é causado, na sua grande maioria, pela radiação solar ultravioleta e por fatores hereditários.

Segundo o dermatologista do IBCC Aldo Toschi há uma regra básica para se atentar durante um auto-exame da pele. “Podemos seguir o ABCD. A de assimetria; pinta ou mancha cuja metade difere da outra. B de bordas regulares; pintas ou manchas cujo contorno é irregular. C de coloração variada e D de diâmetro maior de um centímetro”, explica. Toschi completa dizendo que quando essas alterações são encontradas, não significa necessariamente algo ruim, mas que deve ser observado por um especialista.



 
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