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Durante o 15o Congresso Americano de Menopausa (NAMS), realizado nos Estados
Unidos, em outubro, um dos destaques foram os novos esquemas para Terapia Hormonal
(TH) com menores doses e hormônios mais modernos, em substituição
às antigas formulações. Estima-se que aproximadamente 15
milhões de brasileiras estão no climatério – fase dos
45 aos 64 anos em que há déficit da produção do hormônio
estrogênio pelos ovários. A TH tornou-se uma das alternativas mais
utilizadas para o tratamento dos sintomas da menopausa, como menstruação
irregular, ondas de calor, alterações do sono, irritabilidade, depressão
e ressecamento genital.
Como a base da Terapia Hormonal reúne dois hormônios, um estrogênio
e um progestagênio (similar à progesterona), mereceram destaque entre
os especialistas presentes aqueles tratamentos que utilizam compostos assemelhados
ao estrogênio produzido pelo organismo da mulher, o estradiol, associado
a progesteronas com baixo risco de efeitos colaterais, como o norgestimato. Um
dos esquemas de administração preconizados durante a reunião
foi o que estabelece o uso diário de estrogênio e o de progesterona
durante três dias, com intervalo de três dias para descanso. O único
medicamento com estas características aprovado no Brasil é o norgestimato
(Prefest) da Janssen-Cilag. Os estudos recentes têm demonstrado que a associação
de estrogênio e progesterona em baixas doses reduz significativamente o
aparecimento de efeitos indesejados.
A exemplo do Brasil, que recentemente lançou um Consenso com recomendações
elaborado pela Associação Brasileira de Climatério (Sobrac),
o NAMS também elaborou um documento que atualiza a versão lançada
em 2003. De acordo com o relatório, “existem dados encorajadores
sobre a eficácia das terapias de baixa dose, com redução
dos efeitos colaterais” e que “doses mais baixas são melhor
toleradas e podem ter um perfil de risco/benefício melhor que as doses
padrão”.
O secretário-geral da Sobrac, dr. Rogério Bonassi Machado, destaca
recomendação semelhante no Consenso brasileiro dirigido aos médicos:
“A necessidade de redução dos eventos adversos associados
aos progestagênios incentivaram o desenvolvimento de novas moléculas,
ao longo do tempo, com ações seletivas distintas em relação
aos receptores hormonais, que lhes conferiram potência e ações
biológicas diferentes”. Entre as moléculas consideradas “adequadas
para a TH”, são citadas a progesterona oral micronizada, ainda não
disponível no Brasil, e o norgestimato da Janssen-Cilag.
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