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31.07.07

Estudo revela que o número de hipertensos
no Brasil pode crescer 80% até 2025

 

Um estudo da Escola de Economia de Londres, do Instituto Karolinska (Suécia) e da Universidade do Estado de Nova York, afirmou, recentemente, que as autoridades públicas não fazem o necessário para a prevenção e tratamento à pressão sanguínea alta, mais conhecida como Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) ou Pressão Alta.

Segundo os especialistas das instituições internacionais, o número de hipertensos em países em desenvolvimento, como o Brasil, pode aumentar 80% até 2025. A Dra. Luciana Santos Souza, cardiologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica/ Diagnósticos da América (DASA), acredita que o estilo de vida sedentário e agitado e o alto consumo de cigarro e de álcool são fatores que podem contribuir de forma considerável para o aumento de casos de hipertensão.

Mais comum em idosos (acima de 65 anos), obesos, diabéticos, negros e sedentários e ainda em subgrupos como gestantes e crianças, a Hipertensão Arterial não possui uma causa específica ou isolada, mas estudos têm mostrado que apesar de alguns casos contarem com hereditariedade, a maioria ainda é decorrente de fatores ambientais, como aumento da ingestão de sal, obesidade, ingestão excessiva de álcool e hábito de fumar, que isoladamente não são suficientes, mas quando sinérgicos têm um potencial inquestionável para aumentar a pressão arterial de uma pessoa.

A pressão alta não possui sintomas específicos (80% dos casos são assintomáticos), o que permite que uma pessoa saudável seja portadora sem seu conhecimento, mas os principais sinais são dor de cabeça, dor na nuca, visão dupla ou zumbido. “Em virtude da falta de sintomas e por afetar todo o sistema arterial, a HAS pode afetar outros órgãos e gerar diversos males como doenças cardíacas (coronariana, arritmia, hipertrofia do coração, etc), dissecção da aorta, doença dos rins, doença nos olhos (afetando os vasos da retina) e doença cerebral (derrame)”, comenta Dra. Luciana.

Pelas complicações que a hipertensão pode causar, o estudo internacional salienta a importância de ações de governos e entidades que tenham o objetivo de prevenção e estimulem alimentação saudável, redução do consumo de sal, combate ao fumo, à prática de exercícios e o controle de peso.

O diagnóstico deve ser feito clinicamente por um especialista e exames de imagem, de análises clínicas e de métodos gráficos são importantes para documentar a extensão das complicações já provocadas pela doença e do risco que elas impõem ao paciente, principalmente para causas secundárias de hipertensão como tumores da glândula supra adrenal (feocromocitoma), uso de anticoncepcional, gravidez, coartação da aorta, doenças da glândula tireóide e efeitos colaterais de medicamentos.

O tratamento da HAS deve envolver inserção de medicamentos (acompanhado por um especialista) e, principalmente, adoção de uma vida saudável, respeitando o perfil e condições de cada paciente: sexo, idade, raça, coexistência de outras doenças e contra-indicações ao uso de algumas medicações. “A possibilidade de cura existe principalmente nos casos de hipertensão secundária, que podem ser extintas com intervenções cirúrgicas. Mas, na maior parte dos casos é realmente uma doença de curso prolongado e degenerativo, sem possibilidade de cura e o paciente deve se tratar pelo resto da vida”, conclui Dra. Luciana.

*O estudo da Escola de Economia de Londres, do Instituto Karolinska (Suécia) e da Universidade do Estado de Nova York, foi publicado no último dia 18 de abril na agência EFE, um serviço de notícias internacional espanhol fundado em 1939. http://www.efe.com


 
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