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25.11.08

Homens respondem por quase 60% dos óbitos do país

 

Embora as mulheres sejam maioria na população, são os homens que morrem mais. Dados do Ministério da Saúde, de 2005, mostram que dos 1.003.350 mortes ocorridas naquele ano, 582.311 foram de pessoas do sexo masculino - 57,8% do total. A principal causa de mortes para os homens foi as Doenças Isquêmicas do Coração, grupo que inclui o infarto agudo do miocárdio. Ao todo, foram 49.128 vidas perdidas por essa causa. As doenças cerebrovasculares foram a segunda causa de morte para os homens, com 45.180 óbitos. Na seqüência, estão os homicídios – 43.665 vidas perdidas.

Os dados integram o Saúde Brasil 2007, publicação que traça o perfil da mortalidade no Brasil. De acordo com as informações publicadas, o padrão de ocorrência de mais mortes de homens do que de mulheres se repete em todas as regiões.

Tendências
O capítulo Perfil da Saúde do Homem, ao descrever os principais motivos e tendências da mortalidade no sexo masculino, entre 1980 e 2005, revela que as doenças do aparelho circulatório (cardiovascular, isquêmicas e cerebrovasculares), as causas externas (homicídios e acidentes de transporte) e as neoplasias (cânceres de traquéia, brônquio, pulmão, próstata e estômago) são o que mais matam os homens entre 15 e 59 anos de idade.

Entre 1980 e 2005, o sexo masculino registrou expressiva queda na mortalidade na infância (menores de cinco anos) e aumento entre os maiores de 60 anos de idade. Foi significativa a redução de mortes por doenças infecciosas e parasitárias e afecções perinatais. Há uma tendência de declínio nas taxas de mortalidade por doenças do aparelho circulatório e aumento do risco de morte por neoplasias e causas violentas.

Internações
Em 2006, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 7,7 milhões de internações na faixa de 15 a 59 anos de idade. Excluídas as informações ignoradas, as causas por gravidez, parto e puerpério, o universo masculino representou 52,9% (2,7 milhões) das internações, nesse intervalo de idade. As diferentes manifestações de violência e os transtornos mentais foram as principais causas de internação masculina nessa faixa

 
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