
Um relato da experiência de médicos brasileiros durante o socorro
às vítimas do terremoto no Haiti, em janeiro passado, foi apresentado
pela AMB - Associação Médica Brasileira, em painel durante
o I Encontro de Atividades Médicas Solidárias. O evento foi realizado
na manhã desta quarta-feira (26), na Hospitalar.
Comandado pelo Dr. José Luiz Gomes do Amaral, presidente da associação,
o Encontro reuniu 15 entidades envolvidas com a área médica, de
ONGs às Forças Armadas Brasileiras, cada uma apresentando detalhes
e resultados de suas ações.
O objetivo do evento foi levar ao conhecimento da sociedade o grande volume e
a variedade de atividades solidárias desenvolvidas por médicos e
entidades médicas de diversos tipos, "todas elas tendo em comum a
dedicação a projetos em benefício de populações
carentes ou atingidas por catástrofes naturais (inundações,
terremotos, etc), em qualquer parte do Brasil ou mesmo no exterior", diz
o Dr. José Luiz Gomes do Amaral.
A
presidente da Hospitalar, Dra. Waleska Santos, participou da abertura do evento
e ressaltou um dos objetivos do fórum Hospitalar, que é incentivar
debates e discussões para melhoria da saúde. “E é claro
que os médicos estão envolvidos também nessas ações.
Nosso objetivo em parceria com a AMB é promover justamente essas atividades
médicas e dar visibilidade a esta categoria”, afirmou.
SOS HAITI
Uma das atividades apresentadas no Encontro foi a missão AMB SOS–Haiti,
criada para atendimento às vítimas do terremoto que assolou aquele
país em janeiro de 2010.
Foram enviadas três equipes, que trabalharam em média 12 horas diárias,
totalizando 180 horas de assistência; centenas de atendimentos ambulatoriais,
180 internações e 240 cirurgias.
“Quando iniciamos o alistamento de médicos, a inscrição
de mais de 1000 voluntários nos deu a certeza de que estávamos no
caminho certo, que poderíamos expressar a solidariedade dos médicos
brasileiros em relação ao povo haitiano”, afirma o Dr. José
Luiz Gomes do Amaral.
Os atendimentos começaram já na primeira semana após o
terremoto que destruiu Porto Príncipe, quando médicos brasileiros
da organização Expedicionários da Saúde, parceiros
da AMB, estabeleceram-se no sul do país, em Les Cayes, e organizaram um
serviço médico nas áreas de ortopedia e anestesiologia no
hospital canadense Institut Brenda Stratfford.
Duas salas de operação foram aparelhadas, além de um centro
de esterilização e duas enfermarias, totalizando 40 leitos.
Outras atividades
Além da experiência do grupo de médicos que foi ao Haiti sob
coordenação da AMB (e que rendeu à entidade a Medalha da
Vitória, outorgada pelo Ministro da Defesa, Nelson Jobim) também
foram apresentadas as ações do Projeto Cangaíba (relatadas
pelo Dr. Nacime Salomão Mansur); Projeto Xingu – UNIFESP (Dr. Douglas
Antônio Rodrigues); Ministério da Defesa - Forças Armadas
Brasileiras (Contra Almirante Médico José Luiz de Medeiros Amarante
Júnior); Alfabetização Solidária (Dra. Regina Celia
Esteves de Siqueira); Experiências Dengue Rio de Janeiro (Dr. Oscar Pavão);
Operação Sorriso (Dr. Nivaldo Alonso); Centro Infantil Boldrini
(Dra. Sílvia Brandalise); Saúde e Alegria (Dr. Fábio Tozzi);
Amazonas Visão (Dr. Luiz Sérgio Pacheco Santos); Fundação
Otorrinolaringologia (Dr. Ricardo Bento); GRAACC – UNIFESP (Dr. Antonio
Sérgio Petrilli) e Associação Médica do Rio Grande
do Sul (Carmem Reis). |