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26.05.2010
 
Brasil e Reino Unido discutem Cuidados Primários




O Consulado-Geral Britânico do Rio de Janeiro realizou no segundo dia da Hospitalar (26) o Seminário Brasil – Reino Unido: Parcerias Público-Privadas em Cuidados Primários. O evento reuniu palestrantes dos dois países para discutir uma agenda de intercâmbio e colaboração.

O Seminário foi aberto pelo Cônsul Geral de São Paulo e diretor do UK Trade & Investment no Brasil, John Doddrell, que ressaltou a importância da realização do evento. “O Brasil é uma voz importante no campo da saúde e em questões de cuidados primários. Nosso objetivo é continuar o diálogo para intercâmbio de programas por um melhor acesso e incluir empresários na discussão”, explicou.

Primeiro palestrante do Seminário, o Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Dr. Alberto Beltrame, explicou que o sistema brasileiro tem muito do britânico em termos de saúde da família e cuidados básicos. “Essa parceria é muito importante e tem nos ensinado muito, por isso esse seminário é de grande valor”, disse. “A área de saúde é muito promissora nesse país e um dos exemplos é a Hospitalar, que cresce a cada ano e nos mostra que o setor tem possibilidades de crescimento econômico também.”

Lord Darzi of Denham, uma das principais autoridades em saúde do Reino Unido e integrante do Conselho Real Britânico, levantou algumas questões importantes para qualquer sistema, como envelhecimento da população, mudança da expectativa dos pacientes quanto ao atendimento e o fato de os sistemas não serem construídos em torno do paciente. “Os gastos em saúde no Reino Unido cresceram 11% entre 2003 e 2008 e o único jeito de enfrentar os desafios do futuro é colocar os cuidados primários em saúde no centro”, destacou.

Lord Darzi salientou que os cuidados primários não devem mais focar em tratar doenças, mas sim em prevenção. “A agenda de bem-estar é muito importante para o sistema de saúde, pois diminui a demanda. No Reino Unido, a reforma em cuidados primários teve grande impacto na redução de doenças como diabetes, hipertensão e depressão”, esclareceu. Dessa forma, a abordagem deve ser ampla, com enfoque para a saúde e não para o tratamento de doenças.

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