
O Consulado-Geral Britânico do Rio de Janeiro realizou no segundo dia da
Hospitalar (26) o Seminário Brasil – Reino Unido: Parcerias Público-Privadas
em Cuidados Primários. O evento reuniu palestrantes dos dois países
para discutir uma agenda de intercâmbio e colaboração.
O Seminário foi aberto pelo Cônsul Geral de São Paulo e
diretor do UK Trade & Investment no Brasil, John Doddrell, que ressaltou a
importância da realização do evento. “O Brasil é
uma voz importante no campo da saúde e em questões de cuidados primários.
Nosso objetivo é continuar o diálogo para intercâmbio de programas
por um melhor acesso e incluir empresários na discussão”,
explicou.
Primeiro palestrante do Seminário, o Secretário de Atenção
à Saúde do Ministério da Saúde, Dr. Alberto Beltrame,
explicou que o sistema brasileiro tem muito do britânico em termos de saúde
da família e cuidados básicos. “Essa parceria é muito
importante e tem nos ensinado muito, por isso esse seminário é de
grande valor”, disse. “A área de saúde é muito
promissora nesse país e um dos exemplos é a Hospitalar, que cresce
a cada ano e nos mostra que o setor tem possibilidades de crescimento econômico
também.”
Lord Darzi of Denham, uma das principais autoridades em saúde do Reino
Unido e integrante do Conselho Real Britânico, levantou algumas questões
importantes para qualquer sistema, como envelhecimento da população,
mudança da expectativa dos pacientes quanto ao atendimento e o fato de
os sistemas não serem construídos em torno do paciente. “Os
gastos em saúde no Reino Unido cresceram 11% entre 2003 e 2008 e o único
jeito de enfrentar os desafios do futuro é colocar os cuidados primários
em saúde no centro”, destacou.
Lord Darzi salientou que os cuidados primários não devem mais
focar em tratar doenças, mas sim em prevenção. “A agenda
de bem-estar é muito importante para o sistema de saúde, pois diminui
a demanda. No Reino Unido, a reforma em cuidados primários teve grande
impacto na redução de doenças como diabetes, hipertensão
e depressão”, esclareceu. Dessa forma, a abordagem deve ser ampla,
com enfoque para a saúde e não para o tratamento de doenças. |