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Faculdade de Medicina da USP inova ao empregar modelos virtuais humanos na educação
médica. O método, desenvolvido pela Disciplina de Telemedicina,
utiliza a computação gráfica para ensinar a anatomia e os
mecanismos de funcionamento dos órgãos, além das alterações
provocadas por doenças.
Esta e outras iniciativas serão apresentadas no 1º Congresso Brasileiro
de Telemedicina e Telessaúde, que acontece nos próximos dias
2, 3 e 4 de novembro, no Centro de Convenções Rebouças, em
São Paulo.
Segundo o titular da Faculdade de Medicina da USP e presidente do Conselho
Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde, Prof. Dr. György Miklós
Böhm, a conversão do conhecimento médico-científico
em linguagem gráfica facilita a comunicação e possibilita
maior compreensão por parte dos alunos, que podem visualizar o ser humano
interna e externamente, de maneira tridimensional, sob diversos ângulos.
“O dinamismo e relatividade de movimentos dos programas os transformam numa
importante complementação ao ensino convencional, baseado em aulas
descritivas, livros e autópsias, entre outros métodos estáticos”,
afirmou.
Comunicação dinâmica e dirigida
Os softwares concebidos pela Disciplina de Telemedicina/FMUSP, chamados CDDs –
Comunicação Dinâmica e Dirigida, são produzidos por
profissionais de ciências da computação, após estudos
detalhados, com o acompanhamento de médicos experientes. O resultado são
modelos virtuais fiéis ao indivíduo real, com representações
minuciosas da forma e disposição dos órgãos.
O Prof. Dr. György explica que os CDDs têm ampla aplicação,
já que a imagem é a base para o aprendizado de todas as especialidades
médicas e têm grande importância na capacitação
de futuros médicos, para o desenvolvimento de seu raciocínio clínico
e diagnóstico e suas habilidades cirúrgicas. “Hoje, tecnologia
e medicina são indissociáveis. Os médicos e profissionais
de saúde devem estar preparados para atuar em cirurgias robóticas,
assistir pacientes à distância, especializar-se através da
interação com tutores eletrônicos. O uso de modelos virtuais
já nas faculdades insere o aluno de medicina neste contexto”, disse.
Difusão de conhecimento
A Faculdade de Medicina da USP está expandindo por todo o país sua
experiência com educação através de modelagem gráfica.
A Disciplina de Telemedicina utiliza, desde o ano passado, modelos virtuais para
a especialização de fisiatras em reabilitação de amputados
e escola postural. Já participaram dos cursos à distância
profissionais de Londrina, Porto Alegre, Recife, Maceió, Salvador, Rio
de Janeiro e do interior de São Paulo (Sorocaba, Jundiaí, Botucatu).
Dermatologistas e Urologistas também estão sendo beneficiados com
os CDDs.
Por sua capacidade de expressar idéias de maneira simplificada e acessível,
os modelos virtuais são úteis ainda no esclarecimento de pacientes
e em programas de prevenção de doenças que envolvam diversos
segmentos da sociedade.
Congresso
O 1º Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde vai
revelar, sob o foco acadêmico, os benefícios que a telemedicina pode
oferecer ao sistema de saúde brasileiro, otimizando tempo e recursos financeiros
e humanos. Serão apresentadas ações e projetos envolvendo
a prática da medicina à distância, com ênfase na realidade
brasileira. O evento vai proporcionar ainda a troca de experiências, discussão
de problemas, busca de soluções e definição de diretrizes,
além do debate dos aspectos jurídicos e éticos do emprego
da telemedicina.
Serviço
1º Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde
Data: 2 a 4 de novembro de 2003
Local: Centro de Convenções Rebouças – São Paulo
Endereço: Avenida Rebouças, 600
Informações e Inscrições:
Tel/Fax: (11) 3079-0544
E-mail: swinter@zaz.com.br
Website: www.cbtms.org.br
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