A Santa Helena Saúde, operadora de planos de saúde do ABC paulista,
comemora os resultados do Programa de Atendimento Interdisciplinar (PAI), que
busca melhorar ainda mais a qualidade do atendimento através de um acompanhamento
personalizado. Em dois anos, já houve redução de 56% no número
de internações e até 85% nas consultas. Os números
correspondem ao período de seis meses antes da pessoa entrar para o programa
e seis meses depois de iniciar sua participação. O programa é
realizado com pacientes portadores de doenças crônicas, limitantes
e terminais, usuários da rede ambulatorial e do Hospital Santa Helena.
"Queremos oferecer atendimento de qualidade a essas pessoas que precisam de orientação e prevenção para que suas doenças se mantenham estáveis. A medicina preventiva é boa para todos, pois o doente melhora sua qualidade de vida, tem mais segurança, e os custos médicos diminuem. Mas, esse trabalho só é possível com a humanização no atendimento. Muitas vezes o paciente vai diversas vezes ao hospital apenas por falta de informação. Por isso, o que estamos oferecendo é tratamento com informação", afirma o médico Ronaldo Kalaf, diretor-superintendente do Hospital Santa Helena e diretor responsável pela Medicina Preventiva da Santa Helena Saúde.
Os resultados já são bastante significativos. Em relação ao número de consultas, por exemplo, que costuma ser bastante alto no caso de pacientes de doenças crônicas, houve redução de 84% na pediatria, 47% na Oncologia , 48% no grupo de hipertensão arterial sistêmica, 39% na geriatria e 38% no atendimento a demências, entre outros. Além disso, houve redução de 60% no número de faltas às consultas marcadas e aumentou em 24% o número de encaixes, uma vez que os pacientes agora avisam quando não podem ir.
Segundo o diretor-superintendente, "aqui o paciente tem dono. A equipe do PAI cria um vínculo muito forte com cada um dos pacientes participantes do programa, acompanhando tudo o que acontece: se faltou a uma consulta, a equipe liga para saber o que aconteceu, faz o monitoramento para ver se está tomando o remédio corretamente em casa ou liga apenas para saber como a pessoa está passando", explica Kalaf.
Como funciona
O Programa funciona da seguinte forma: os doentes crônicos são encaminhados pelos coordenadores médicos das unidades, passam por uma entrevista com a coordenação médica, na qual são enfatizados os aspectos de humanização e bom convívio entre a equipe interdisciplinar e o paciente para favorecer a troca de informações. Os pacientes são divididos em nove grupos: geriatria, oncologia, diabéticos, hipertensos, doenças pulmonares crônicas, antigoaculados, pediatria, demência e reabilitação.
Atualmente, 366 pacientes participam do programa, mas, com os resultados significativos alcançados, este número será ampliado para 1.500, nos próximos meses, e a meta, para daqui a um ano é atender a 10 mil pessoas. A equipe interdisciplinar é composta por 14 médicos (enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos). O atendimento aos participantes do PAI é feito no novo Centro Médico da Santa Helena Saúde, em São Bernardo do Campo.
Cada paciente tem uma ficha com todo seu histórico que é analisado todas as vezes que passa por consulta ou internação. O atendimento é feito sem pressa e chega a durar uma hora para que o paciente tire todas as suas dúvidas e se sinta à vontade com o médico. Além disso, a equipe interdisciplinar do PAI liga para o paciente para saber como ele está e em caso de óbito, dá total assistência para a família.
"A Santa Helena Saúde quer investir cada vez mais na medicina preventiva e na humanização no atendimento. Estamos criando artifícios para suprir a deficiência de atendimento que existe hoje no sistema de saúde brasileiro", finaliza Kalaf.
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