| O Grupo Orthofix, companhia multinacional norte-americana que atua na área de Alongamento e Reconstrução Óssea, trouxe para o Brasil o Physio-Stim. O produto utiliza a tecnologia PEMF - campo eletromagnético pulsátil e estimula a consolidação óssea. Um aparelho leve e compacto ativa o processo natural de cicatrização do organismo e pode ser utilizado pelo paciente até três horas por dia, sem interromper ou atrapalhar atividades cotidianas.
A tecnologia evita a realização de novas cirurgias e diminui o tempo de tratamento. “O tratamento é indicado para casos de não consolidação óssea, um problema que afeta uma parcela significativa de pacientes que sofrem fraturas, principalmente idosos e diabéticos”, explica o ortopedista José Luís Zabeu. Amplamente utilizada por especialistas e centros médicos em todo o mundo, o Physio-Stim é único e pouco conhecido no Brasil. O objetivo da companhia é desenvolver esse mercado no País.
Pseudartrose – o problema da consolidação óssea
A consolidação óssea – ou união óssea
- depende de fatores combinados como fixação, estabilidade, sustentação
de carga e circulação sanguínea adequados. O sangue é
o condutor de células que promove a renovação e a perda óssea,
processos naturais do organismo. Os tratamentos de fraturas, incluindo as intervenções
cirúrgicas, têm como objetivo promover as condições
necessárias para que a cicatrização ocorra e o osso se consolide.
Em determinados casos, dependendo do tipo de fratura e das condições
clínicas do paciente, a consolidação não acontece.
Essa não consolidação é chamada de pseudartrose e nada tem a ver com artrose ou artrite - artrite é nome dado ao processo inflamatório das articulações; já a artrose consiste no desgaste das articulações. “Em geral, a pseudartrose é tratada através de cirurgias para correção do problema, muitas vezes com resultados pouco previsíveis. A manutenção da pseudartrose gera dor e dificuldade de movimento, na maioria dos casos” enfatiza Zabeu.
O diferencial no tratamento com o Physio-Stim consiste na utilização do inovador campo eletromagnético pulsátil para estimular a reprodução das células responsáveis pela formação e calcificação óssea e pelo equilíbrio das funções osteoblástica (composição óssea) e osteoclástica (renovação óssea). “Por isso, é chamado de estimulador de consolidação óssea. O seu uso permite que menos cirurgias sejam feitas, com menor utilização de enxertos ósseos e, em alguns casos, até evitando novos procedimentos”, completa o especialista.
Os equipamentos são leves, compactos e podem ser usados sobre gesso, fixadores externos, coletes lombares, cintas ortopédicas e vestuário. Além de serem minimamente invasivos, os aparelhos armazenam dados e emitem relatórios para acompanhamento e avaliação do especialista. |