O SETOR EM NOTÍCIAS - Notícias HOME 
Arquivo

22.12.09
Casa do futuro para idosos
 

Funciona desde o início de dezembro a “Casa do Futuro” para idosos, no Asilo São Vicente de Paula, em São Paulo. A proposta faz parte da campanha da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) para reduzir o número de fraturas em idosos.

A casa propõe cores contrastantes na parte interna, para facilitar a visão das barras de segurança, móveis com quinas arredondadas, para evitar ferimentos, piso antiderrapante e portas mais largas para permitir a passagem de cadeirantes e camas mais altas.

Sonia Santili, vice-presidente do grupo de senhoras responsável pela Casa do Futuro no asilo, diz que a casa é para ser visitada pelas pessoas interessadas em reduzir o risco a que seus parentes idosos estão expostos e a ser seguido também pelos demais asilos. Tanto é assim, diz ela, que outros grupos ligados à SBOT já estão montando casas semelhantes em Minas Gerais, no Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiânia. Rio de Janeiro e Santa Catarina deverão ter suas obras iniciadas brevemente.

Perigo dentro de casa
Recente pesquisa da SBOT comprovou que 52% dos idosos internados devido a fraturas se machucaram em casa, sendo que o lugar considerado mais perigoso é o banheiro, responsável por 18% dos acidentes. Como 42% das fraturas afetam pessoas com mais de 76 anos, parte desses acidentados podem não se recuperar e evoluir para o óbito, conforme explica Sonia.

A preocupação dos ortopedistas é que devido ao envelhecimento da população brasileira, milhões de pessoas estão chegando à idade em que a osteoporose torna as fraturas mais freqüentes, após qualquer queda.

Para os especialistas, é preciso divulgar duas linhas de atuação, a prevenção, que inclui o diagnóstico e acompanhamento com a densitometria, reposição de cálcio, exposição adequada aos raios solares e a Casa do Futuro, que muitas vezes depende de providências simples e baratas. É possível evitar acidentes com sensores que acendam a luz quando o idoso se levanta à noite para ir ao banheiro, a remoção de tapetes que podem provocar escorregões, fechaduras mais fáceis de abrir, ausência de desníveis no piso e camas mais altas, pois ao contrário do que muita gente pensa, é mais difícil para um idoso se levantar se a cama ou uma poltrona forem excessivamente baixas.

A Organização Mundial da Saúde calcula que a cada ano o Brasil tenha cerca de 100 mil fraturas de idosos, afetando principalmente mulheres, mas também os homens. O risco maior é para o sexo feminino, com idade acima de 75 anos e o alerta dos médicos é o de que é muito mais freqüente uma segunda fratura e grave em quem já teve uma fratura prévia pós-trauma de baixo impacto.

São sinais importantes também a deformidade vertebral, a perda de altura, sedentarismo, deficiência de vitamina D e consumo excessivo de álcool. O que preocupa muito é que, com uma fratura de fêmur, por exemplo, mesmo se sobreviver a longo prazo, o idoso pode ter uma perda significativa da qualidade de vida, justamente na época em que, após uma vida inteira de trabalho, ele teria oportunidade de desfrutar um merecido lazer.


envie este texto
para um amigo
versão para impressão