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02.02.2010
Pesquisa mostra que profissionais de saúde latino-americanos relacionam treinamento com bom tratamento dos pacientes
 

Uma pesquisa com profissionais de saúde da América Latina detectou que quase todos acreditam que o treinamento médico tem impacto direto na saúde do paciente e é importante para a utilização de novas técnicas médicas. Os dados inéditos foram apresentados para jornalistas na última semana.

No estudo, patrocinado pelo Johnson & Johnson Medical Innovation Institute em parceria com o Instituto das Américas – uma organização sem fins lucrativos –, 97% dos profissionais de saúde latino-americanos declaram que consideram que o treinamento tem “Muito impacto” ou “Impacto” na saúde dos pacientes. Além disso, 98% dos participantes consideram o treinamento como “Muito Importante” ou “Importante” para a utilização de novas técnicas médicas.

De acordo com a diretora-presidente da Johnson & Johnson Medical Brasil, Regina Navarro, o objetivo da pesquisa é entender os desafios e expectativas dos profissionais de saúde da América Latina em relação à educação continuada. “Rápidas e constantes mudanças nas técnicas, além de mudanças demográficas, trazem novas situações para os profissionais”, destaca.

A pesquisa contou com 393 entrevistas por telefone com profissionais de saúde do Brasil, México, Argentina, Colômbia e Porto Rico, e os resultados foram compartilhados e analisados pelo Conselho de Inovação de Saúde do Instituto das Américas, formado por experts na área de medicina em cada um destes países.

Os entrevistados observaram que há espaço para melhorar a oferta de treinamento aos profissionais de saúde da América Latina. Quase 41% afirmam que a oferta de treinamento na América Latina é “Muito Insatisfatória” ou “Insatisfatória” comparada à oferta nos Estados Unidos. A porcentagem fica próxima de 33% quando os entrevistados fazem comparação com a oferta na Europa.

O Dr. Almino Cardoso Ramos, diretor médico do Gastroobesocenter do Instituto Avançado de Estudos em Cirurgia Metabólica em São Paulo, destacou que a pesquisa também sugere que o treinamento pode ajudar os profissionais de saúde a lidarem com os principais desafios que enfrentam na utilização de dispositivos médicos e equipamentos diagnósticos. Quando perguntados sobre seus principais desafios profissionais, 72% referiram-se às questões relacionadas a treinamento, como a necessidade de manterem-se atualizados (quase 50%). “Essa realidade chega ao paciente, na qualidade do atendimento e no diagnóstico”, diz.

O estudo também mostra que o nível de interesse entre os profissionais de saúde da América Latina em oportunidades de aprendizado internacionais é mais alto que sua efetiva participação. Enquanto 90% dos entrevistados manifestam interesse em trocar experiências com colegas de outros países, apenas 49% declaram ter participado em treinamentos internacionais. Aproximadamente 90% afirmam ter participado em treinamentos em seus próprios países.

Embora a maioria dos profissionais de saúde entrevistados declare realizar cursos regularmente, quase 7% afirmam não ter participado em nenhum tipo de treinamento.

Em relação à frequência, a maioria dos profissionais que têm treinamento em seu país participa de cursos duas vezes ao ano (34%). Cursos internacionais são realizados uma vez ao ano (46%). “No Brasil, os dados pioram um pouco por causa da língua e da distância dos grandes centros de treinamento”, completa Dr. Almino.


Sobre o estudo
O estudo foi desenvolvido como uma pesquisa quantitativa com amostra não estatística de 393 entrevistas com profissionais de saúde em cinco países. O Brasil contou com 41,2% das entrevistas, o México com 25,2%, Colômbia com 18,3%, Argentina com 7,9% e Porto Rico com 7,4%.

A amostra foi muito diversa em termos de especialidades médicas, variando de cirurgia geral a análise clínica, bioquímica, cirurgia plástica, hematologia, bacteriologia e muitas mais. Cerca de 64% dos entrevistados tinham entre 34 e 54 anos, 59,3% eram do sexo masculino e 40,7% do sexo feminino.

O estudo foi patrocinado pelo Johnson & Johnson Medical Innovation Institute e conduzido pelo Instituto das Américas, com realização da Ideafix Estudos Internacionais, membro acreditado da ABEP – Associação Brasileira de Institutos de Pesquisa. O Instituto foi fundado em 1983 como uma organização interamericana sem fins lucrativos. Está localizado no campus da Universidade da Califórnia, San Diego (UCSD).

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