Confirmando a posição de vanguarda no tratamento de doenças cardíacas, o Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul promove inovações no tratamento percutâneo das patologias valvulares. Através de técnicas minimamente invasivas, torna-se possível intervir em situações graves e potencialmente fatais, garantindo maior chance de sobrevivência e melhor qualidade de vida a pacientes em que a opção da cirurgia clássica com abertura de tórax é inviável ou demasiadamente arriscada. O assunto é tema de Simpósio em maio.
Em novembro de 2008, o Instituto de Cardiologia foi primeiro centro no Sul do Brasil e o terceiro na America Latina a realizar um implante de válvula aórtica pela via percutânea. Na época, três mulheres submeteram-se ao procedimento de troca da válvula aórtica através de uma incisão na virilha, todos com sucesso. De lá para cá, o IC já realizou 14 procedimentos do gênero e coleciona boas notícias em relação ao assunto, em um trabalho que vem sendo conduzido por uma equipe multidisciplinar coordenada pelo Dr. Rogério Sarmento-Leite, diretor-técnico do Laboratório de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do Instituto de Cardiologia, e que está sendo treinada pelo médico alemão Eberhard Grube.
Através desta parceria, são feitos procedimentos inovadores e minimamente invasivos que corrigem o estreitamento da válvula aórtica - a chamada estenose aórtica - sem a necessidade de abertura do tórax e com tempo mais reduzido de internação. O implante é feito a partir de uma incisão na virilha, e é uma alternativa especialmente para idosos, principal grupo acometido pela doença e também para aqueles que têm maiores riscos e menores chances de sobreviver a uma cirurgia mais agressiva.
Com resultados animadores, a nova tecnologia está sendo adotada como alternativa para este problema, que determina falta de ar, dor no peito e desmaios, tudo devido à força feita pelo coração para ejetar o sangue através da válvula estreitada. Com o tempo, pode haver falência miocárdica e morte súbita por arritmias cardíacas. Se a troca da válvula não acontece, o índice de mortalidade é de 50% em dois ou três anos.
Simpósio pioneiro no Brasil aborda a técnica em maio
O Instituto de Cardiologia realiza o primeiro simpósio sobre o tema em solo gaúcho e um dos primeiros realizados no Brasil nos dias 7 e 8 de maio. O Simpósio Internacional de Terapia Valvular Percutânea acontecerá em Porto
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