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15.05.2010
Encontro internacional reúne experiências sobre uso da tecnologia da informação na saúde


O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, abriu o 1º Encontro de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e Saúde, realizado nos dias 7 e 8 de junho, em São Paulo. O evento reuniu representantes de 13 países para partilhar iniciativas inovadoras que promovam a cidadania por meio das tecnologias da informação e comunicação aplicadas ao setor saúde. Promovido pela Secretaria Geral Ibero-americana (SEGIB) e a Associação Ibero-americana de Centros de Investigação e Empresas de Telecomunicações (AHCIET), com apoio do Ministério da Saúde, o encontro ocorreu na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Temporão destacou a importância das tecnologias da informação para a qualificação permanente dos trabalhadores da saúde e para a melhoria da qualidade dos serviços prestados à população. Como experiências de sucesso no Brasil, ele destacou o processo de informatização do Sistema Único de Saúde, os serviços de inteligência em vigilância epidemiológica, as salas de situação em saúde para planejamento estratégico, o Telessaúde Brasil, a Universidade Aberta do SUS e o uso de novas mídias em saúde pública.

Para o ministro, o Telessaúde é uma importante ferramenta para auxiliar os profissionais que atuam em áreas remotas. Um profissional do interior da Amazônia, por exemplo, pode trocar experiências com colegas da USP. “Estudos focais mostraram que a remoção do paciente para tratamento fora de domicílio foi evitada em 60% a 70% dos casos em que houve apoio por meio da segunda opinião, por meio do programa”, destacou.

Temporão falou ainda sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Ministério da Saúde em redes sociais da internet. “O maior desafio é adequar a linguagem dos especialistas para educar, informar e desmentir boatos ou mentiras que são espalhados constantemente pela internet. Entendemos a necessidade dessa nova mídia e conseguimos dar informação e monitorar os sites em tempo real”. O tempo de espera entre a postagem do problema e a resposta do Ministério é de aproximadamente 15 minutos.

Experiências nacionais – Especialistas da Venezuela, Panamá, Equador, Argentina, Peru, Espanha, Índia, Estados Unidos, República Dominicana, México, Colômbia, Paraguai e Brasil mostraram alguns exemplos práticos de projetos nacionais, incluindo a contribuição do setor privado para o uso de tecnologia de informação e comunicação em saúde. Outros temas debatidos envolveram o uso da telemedicina e seus benefícios na gestão tecnológica e prestação de serviços.

Durante o encontro, foram apresentadas mais de 20 experiências que utilizam a TIC na área da saúde. As empresas Fundação Telefônica e Intel também apresentaram idéias sobre como empresas de tecnologia e telecomunicações podem contribuir para a implantação de soluções em tecnologias da comunicação e informação.

Experiências brasileiras:

Telessaúde Brasil - Instrumento que usa a teleconsultoria como apoio às Equipes de Saúde da Família, para aperfeiçoar a qualidade e eficiência do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o ministro da Saúde, o programa permite que as equipes do Programa Saúde da Família (PSF) contatem os centros de referência, por meio da internet, para trocar informações sobre os casos, evitando muitas vezes o deslocamento de pacientes. “Ainda é um grande desafio levar a atenção primária de qualidade ao interior do Brasil e esse programa oferece às equipes a segunda opinião formativa, de forma remota, utilizando as tecnologias de informação e comunicação”, explicou.

Ao longo dos dois primeiros anos de funcionamento, 2007 e 2008, foram implantados nove Núcleos de Telessaúde em universidades públicas das cinco regiões do país, com 1.054 pontos em Unidades de Saúde da Família. Foram oferecidas aproximadamente 13.081 segundas opiniões formativas. O programa também possibilita o acesso a cursos de capacitação aos profissionais dos municípios, sendo que em 2008 e em 2009, foram capacitadas 5,9 mil equipes do PSF.

O Telessaúde Brasil tem duas iniciativas em andamento na área internacional, com o Canadá. O Brasil, a exemplo do Canadá, quer implantar o serviço de Telessaúde em áreas indígenas. E o Canadá quer aprender com a experiência brasileira a implantar políticas na área de formação de recursos humanos para a saúde.

Universidade Aberta do SUS - A UnA-SUS também apresenta a proposta de usar a tecnologia para qualificar os profissionais de saúde. É uma rede colaborativa de instituições acadêmicas, serviços de saúde e gestão do SUS destinada a atender as necessidades de formação e educação permanente. A rede serve para que os profissionais de saúde tenham acesso a cursos à distância. Já participam da rede 11 universidades públicas e duas Secretarias Estaduais de Saúde (de Minas Gerais e Bahia), além da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

 

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