O HCor – Hospital do Coração, em São Paulo – acaba de lançar o Centro de Medicina do Sono – com especialistas e equipamentos de última geração para o diagnóstico e tratamento dos distúrbios do sono. Dessa forma, são disponibilizados não somente os exames adequados para o diagnóstico da Apnéia Obstrutiva do Sono (AOS), como também todas as formas de tratamento da doença. Será realizado também o inédito check-up do sono, que tem como objetivo investigar o sono e seus distúrbios.
O Centro de Medicina do Sono do HCor será pioneiro na integração entre diagnóstico e tratamento das diversas patologias relacionadas ao sono. O centro será composto por uma equipe multidisciplinar formada por especialistas em medicina do sono, pneumologistas, endocrinologistas, otorrinolaringologistas, neurologistas, dentistas, fonoaudiólogas, fisioterapeutas e psicólogas. Além disso, contará com toda a linha de dispositivos de pressão positiva (CPAP e BiPAP – aparelhos adequados para a aplicação de pressão nas vias aéreas por meio de máscaras) para demonstração e adaptação dos pacientes portadores de AOS e distúrbios respiratórios do sono.
O tratamento da AOS é individualizado de acordo com as características da doença e do paciente incluindo dispositivos de pressão positiva, dispositivos de avanço mandibular (confeccionado com a orientação do dentista), cirurgia, fonoterapia e programa de orientação nutricional.
Os últimos dados epidemiológicos da cidade de São Paulo revelaram que cerca de 30% dos adultos têm algum grau de Apnéia Obstrutiva do Sono – por meio dessa estatística foi demonstrado um aumento de mortalidade dessa doença, bem como da qualidade de vida do paciente e seu parceiro, além do alto risco de acidentes automobilísticos e de trabalho.
Segundo o Dr. Carlos Carvalho, responsável pelo Centro de Medicina do Sono do HCor existe uma interação importante da Apnéia Obstrutiva do Sono (AOS) e as doenças cardiovasculares – o que aumenta o risco e agrava as doenças como hipertensão arterial, insuficiência cardíaca congestiva e coronariana, arritmias, acidente vascular cerebral e diabetes. “Em geral, uma boa noite de sono compreende de 7 a 8 horas contínuas de sono, com mudanças na duração ou continuidade sendo associada a consequências negativas à saúde. Doenças como hipertensão arterial, diabetes mellitus e obesidade têm sido observadas em pessoas com alteração no tempo e na qualidade de sono", explica o Dr. Carvalho.
Dentre essas doenças que causam alteração da qualidade do sono merece destaque, por sua frequência elevada e impacto à saúde, a Apnéia Obstrutiva do Sono. “O ronco é o sinal de alerta mais importante para esta condição. A apnéia do sono pode levar a sonolência diurna, cansaço, dificuldade de concentração e perda de memória. Quando não tratada, esta doença pode causar hipertensão arterial e agravar outras doenças cardiovasculares, além do diabetes”, esclarece o responsável pelo Centro de Medicina do Sono do HCor. |