Em plena expansão, o Hospital 9 de Julho investe ainda mais em Terapia Intensiva. O novo plano diretor do hospital, que receberá investimentos de R$ 180 milhões, prevê a inauguração de uma UTI pediátrica e 36 novos leitos de UTI adulto. Mesmo sem contar a ampliação do hospital, a relação entre número de leitos de UTI e o número de leitos do Hospital 9 de Julho é maior que o de outros grandes e renomados hospitais de São Paulo.
A presença de leitos de UTI em um hospital está relacionada ao tipo de atendimento que ele presta à comunidade. Como o Hospital 9 de Julho é focado em alta complexidade, não poderia ser diferente. "A vocação do Hospital 9 de Julho é cuidar de pacientes de alta complexidade e isso demanda maior número de leitos de UTI, pois quanto mais complexo o paciente, maior a possibilidade de ele necessitar de cuidados intensivos", explica o Dr. Carlos Eduardo. Para se ter uma idéia, segundo o Intensive Care Units, um hospital geral deve destinar cerca de 10% dos leitos para a UTI. Esse cálculo muda quando o hospital é especializado. O Hospital 9 de Julho possui uma proporção de 1 leito de UTI para cerca de 4 leitos de apartamento.
Parte dessa vocação para a área de Terapia Intensiva no Hospital 9 de Julho pode ser explicada historicamente pela força de seu Centro Cirúrgico. Hoje são 14 salas cirúrgicas e, no projeto de expansão, mais seis serão construídas, totalizando 20. A demanda por cirurgias de alta complexidade sempre foi alta e, para atender adequadamente os pacientes cirúrgicos, o hospital precisa ter uma UTI forte e bem estruturada, humana e tecnologicamente falando. Hoje, o serviço de Terapia Intensiva do Hospital 9 de Julho está subdividido em 3 UTIs que funcionam como “UTI geral”, sendo 25 leitos no 9º andar (para onde tende-se a direcionar pacientes cujos motivos de internação são distúrbios cardiológicos ou pacientes em pós-operatório de cirurgia cardíaca), mais 25 leitos no 10º andar e 10 leitos no 11º (para onde tende-se a direcionar os pacientes traumatizados). Há ainda 16 leitos de unidade de cuidados especiais, cujo nível de atendimento se situa entre a assistência que se presta nos apartamentos e a que se presta nas UTIs.
Em função da alta demanda por atendimento de terapia intensiva a pacientes que chegam pelo Pronto-Socorro, o Hospital 9 de Julho inova mais uma vez e contempla em julho de 2010, na reformulação de sua Emergência, até 10 leitos de UTI junto ao espaço. De acordo com o Dr. Carlos Eduardo, os leitos servirão para agilizar a prestação de assistência de terapia intensiva aos pacientes graves e de alto risco até que os surjam vagas nas UTIs dos andares. "Outro dado importante é que este atendimento será dado por médico intensivista", informa.
O hospital hoje está preparado para admitir e atender pacientes de alta complexidade, independente da origem (cirúrgica ou clínica). Para o Dr. Carlos Eduardo, essa tendência se confirmou após a aquisição do Hospital 9 de Julho pelo Grupo Esho. O Sr. Luiz de Luca, hoje diretor geral do hospital, que já estava à frente antes da aquisição e continuou no cargo em função de seu ótimo trabalho como administrador, percebeu e deu suporte para que esta vocação se concretizasse e fosse uma forma de crescimento da instituição, o que entusiasmou todos os colaboradores.
A prova de que o Hospital 9 de Julho está no caminho correto foi a conquista, sem ressalvas, da Acreditação Internacional - modelo Canadense em abril deste ano. Essa conquista se deve ao apoio do Grupo Esho e da atual equipe da superintendência, associado à dedicação e qualidade de cada colaborador, de cada parceiro e de cada equipe ou time, da capacidade de integração entre as pessoas dentro de seus setores e da integração entre os setores. "Em um hospital, tudo é interdependente. Nós temos tecnologia e recursos humanos de ponta o que, associado à integração dos diversos setores do hospital e apoio da área administrativa, possibilitou a conquista da Acreditação. Contudo, não podemos nos contentar com o que já conquistamos e a busca por melhorias e objetivos mais desafiadores deve ser constante” comenta o médico.
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