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20.07.2010
 
Mayo Clinic recebe verbas do Departamento de Saúde da Flórida


O Departamento de Saúde da Flórida destinou quase US$ 6,5 milhões à pesquisa do câncer, desenvolvida por cinco cientistas da Clínica Mayo de Jacksonville, a serem aplicados em cinco anos. Esta verba faz parte do Programa de Pesquisa Biológica da Flórida, cujos fundos são formados anualmente com a tributação do fumo. Os projetos dos pesquisadores prevêem estudos como a identificação de novas mutações em tumores da mama, o entendimento de mudanças celulares que levam ao câncer de rim e o teste de novas terapias para tratamento do câncer de pulmão comum.

As verbas do Programa de Pesquisa Biológica da Flórida são bastante concorridas, de acordo com a Divisão de Pesquisa de Saúde Pública do Departamento de Saúde. Mais de 300 requisições foram submetidas por 22 instituições, sendo que 73 cientistas da Flórida foram selecionados para receber verbas, a partir de 1º de julho, num total de US$ 45.5 milhões. As verbas são concedidas com base em mérito, depois de uma concorrência, e são reservadas a pesquisas inovadoras, que buscam maior compreensão das práticas de prevenção, diagnóstico, tratamento e/ou cura do câncer e outras doenças provocadas pelo fumo.

Os fundos se originam, primariamente, da arrecadação de tributos incidentes sobre a venda de produtos de tabaco. O fumo continua sendo a principal causa de mortes evitáveis nos Estados Unidos e mais de 369.000 crianças, na Flórida, estão sujeitas à morte prematura como resultado do uso ou da exposição ao fumo, de acordo com o Departamento de Saúde da Flórida. As verbas são vitais para os pesquisadores, que competem por fundos de fontes federais cada vez menores para pesquisas, diz o professor-assistente de epidemiologia da Clínica Mayo Alexander Parker, Ph.D. Ele recebeu duas das novas subvenções.

“Esse é um programa maravilhoso, com as melhores intenções e execução eficiente”, ele diz. “Essas verbas garantem uma forma diferente de financiamento, que mantém os médicos, pesquisadores e laboratórios biomédicos trabalhando juntos, na Flórida”, afirma.

As verbas concedidas a Alexander Parker são multi institucionais, por natureza. Ele recebeu uma verba de US$1,2 milhão, aplicável em cinco anos, para pesquisar as causas fundamentais do carcinoma de células renais, uma forma comum de câncer de rim, que está aumentando na Flórida e em todos os Estados Unidos. Embora se saiba muito bem que o fumo e a obesidade aumentam os riscos de uma pessoa desenvolver um carcinoma de células renais, “nós não sabemos exatamente como esses fatores funcionam em nível celular, dentro do rim, para aumentar os riscos”, ele diz.

Em um esforço para esclarecer essa questão, Alexander Parker está formando parceria com pesquisadores do Centro de Câncer H. Lee Moffitt, de Tampa, Flórida, para recrutar 1.400 pacientes com câncer de rim e 1.400 pessoas sem câncer, para integrar o grupo de controle. Os pesquisadores vão examinar as diferenças nos dados e amostras de tecidos coletadas dos dois grupos diferentes. “Ao fazer isso, teremos o potencial de aperfeiçoar nosso entendimento sobre como essas exposições comuns aumentam o risco de a pessoa desenvolver o câncer de rim, o que pode levar a novas estratégias para prevenir ou tratar a doença”, ele declara.

O pesquisador da Mayo faz parte também de uma equipe de três outras instituições – a Universidade de Miami, o Centro de Câncer H. Lee Moffitt e o Centro de Câncer MD Anderson, de Orlando, Flórida – que estão dando abordagens diferentes ao combate ao câncer de bexiga. Alexander Parker e seus colegas, com recursos de US$300.000 vindos dessa verba para a “Equipe de Ciência”, vão procurar entender as razões que tornam o fumo tão fortemente associado ao desenvolvimento de câncer de bexiga. Ele e sua equipe vão comparar amostras de tecidos de pacientes com câncer de bexiga, que têm um histórico de fumadores inveterados de cigarro, com amostras de pacientes com câncer de bexiga, mas que nunca fumaram cigarros.

“A forma de trabalho dessa equipe, que reúne pesquisadores de diversas disciplinas diferentes para estudar um tipo particular de câncer, é realmente estimulante”, diz Alexander Parker. “É exatamente o que é necessário para obtermos resultados significativos na próxima década”, afirma.

 

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