Ministério da Saúde: orçamento
com racionalidade e bom senso
Mauro Stormovski*
“Orçamento garantirá metas na saúde”.
Com esta manchete, veiculada no dia 6 de janeiro de 2003 no
site Yahoo, o novo ministro da Saúde, Dr. Humberto Costa,
deu início a sua gestão da saúde pública
brasileira. Na reportagem, observa-se que a aprovação
de R$ 30,5 bilhões de verba no orçamento para
o ano de 2003, representa um acréscimo de 8% sobre o
valor aprovado em 2002 (R$ 28,2 bilhões).
Esperamos que este orçamento seja executado com sucesso,
para que possa atingir as metas e propostas do programa de governo.
Acabada a fase de transição
política, entramos em uma fase de transição
programática, onde o novo dogma político-governamental
deverá empossar assessores e dirigentes, dentro dos
quadros da nova corrente do pensamento político-partidário.
Observa-se que a sabedoria e o discernimento (bom senso) estão
em evidência com a escolha dos colaboradores diretos:
técnicos experientes e com comprovada vida profissional,
de dentro e de fora do Partido dos Trabalhadores.
O processo de mudança prevê a abertura para novas
idéias. Mas na realidade o que esperamos é que
“tirem as antigas da pauta”, pois assim, a modernidade
se instalará naturalmente.
Em qualquer área do lado social, considerando
o número de pessoas que não têm acesso
a possibilidades adequadas de tratamento da sua saúde,
observa-se que se não houver uma conversão de
correntes pensadoras, não haverá crescimento
na capacidade de tratar um número maior de pessoas
adequadamente.
A educação vem antes da saúde e se não
houver união dos dois processos (educação
+ saúde) não haverá a melhoria dos atuais
índices apresentados pelas parcas estatísticas
sociais.
Entendo que, definitivamente, não
é só voluntarismo político que nos permitirá
melhorar estes índices, mas sim esforços planejados,
organizados e colocados em prática dentro da coerência
das ações, amplamente discutidas de forma a
otimizar seus resultados.
Nos primeiros meses de governo, não devemos esperar
mudanças substanciais. Haverá uma manifestação
da vontade política e (esperamos) um planejamento e
conduta mais transparente.
São grandes os desafios da saúde
no Brasil, a começar pela “educação
básico” (educação + saneamento
básico), pedra fundamental do desenvolvimento das pessoas.
Após esta fase inicial, o quadro geral (público
e privado) vai adquirir uma característica passível
de melhor análise, dentro do ciclo normal da economia
e dos atos e fatos administrativos. Até agora tem sido
de racionalidade e bom senso.
*Mauro Stormovski
é diretor-executivo da Hospitalar |